O Transtorno de Ansiedade Social também é conhecido como Fobia Social. Ele se caracteriza por um medo excessivo de ser observado em situações sociais e sofrer algum tipo de crítica, ou ainda fazer algo embaraçoso ou humilhante.

 

Os indivíduos têm grande ansiedade quando se encontram em situações sociais, podendo apresentar suores, tremores, enrubescimento e gagueira. E o medo de apresentar tais sintomas em público cria um círculo vicioso, fazendo com que evitem tais situações.

De todos os transtornos de ansiedade, ele é o que tem início mais precoce, ainda na infância ou adolescência. Quando não tratado, ele se associa a grande comprometimento da vida social e também profissional. Os indicadores de qualidade de vida no Transtorno de Ansiedade Social tendem a ser invariavelmente muito ruins.

 

A Fobia Social não é meramente timidez. A maioria das crianças tímidas melhora com o passar dos anos e muitos fóbicos sociais não eram necessariamente crianças tímidas (embora isto aumente o risco para o transtorno). Ela é muito comum: em estudos epidemiológicos norte-americanos ela é encontrada em 5 a 12% da população em geral e muitos indivíduos não chegam a procurar ajuda médica ou psicológica.

 

Os indivíduos com T. Ansiedade Social tendem a evitar situações onde eles possam ficar "no foco das atenções" (como falar ou comer em público, perguntar algo durante uma aula ou reunião, dançar numa festa, usar um banheiro coletivo, etc.). Eles também tem muita dificuldade para interagir com figuras de autoridade, como um professor ou um chefe no trabalho. Também tem muitas dificuldades para interagir com os demais em situações sociais informais (uma festa ou reunião) e abordar alguém por quem esteja interessado ("passar uma cantada").

 

Alguns indivíduos com Fobia Social podem ter ansiedade restrita a situações específicas, tais como escrever quando alguém está observando ou falar em público, mas não na maioria dos contextos sociais.

 

Estudos epidemiológicos mostram que indivíduos com Fobia Social tendem a apresentar quadros depressivos ao longo da vida, bem como fazer uso excessivo de álcool e maior  uso de drogas ilícitas.

 

Os estudos genéticos são inconsistentes, mas a maioria dos pesquisadores acredita que haja influência genética (é comum haver familiares com o mesmo tipo de comportamento) e ambiental.

 

O tratamento envolve o uso de determinados antidepressivos (nem todo antidepressivo tem efeito na ansiedade social) e psicoterapia, geralmente a cognitivo-comportamental.